___Dr. Brazelton e Sparrow (2003) atribuem que a maioria das crianças tenham roubado balas de uma loja de doces – se não na realidade, pelo menos na fantasia. Que atitude os pais deveriam tomar em relação à criança que ousou fazê-lo? Transgressões como essas podem deixar os pais furiosos, até apavorá-los. Eles são confrontados com o fim da inocência de seu filho. Esse é um momento decisivo. A diferença entre uma criança sonhar e uma criança enfrentar a realidade poder ser enorme. Aquela que consegue realizar impunemente um sonho proibido provavelmente é uma criança preocupada, apavorada.
___Quem a irá impedir da próxima vez? Por volta dos cinco e seis anos, ela terá desenvolvido a moralidade para saber que isso não é comportamento aceitável. Aos quatro, ela precisa saber que, embora os pais entendam seu motivo e seus devaneios, não podem permitir que ela roube. “Roubar é uma coisa que não permitimos. Todo mundo deseja coisas que não lhes pertencem, mas você não pode apropriar-se das coisas dos outros. Terá que devolver o que tiver pegado”. Encarar a culpa de uma criança de quatro anos é doloroso, tanto para a criança quanto para os pais.
___Eles têm a difícil tarefa de evitar a vergonha constrangedora, por um lado, e minimizar superprotetoramente a má ação, por outro. Mas a lição que uma criança aprende ao assumir a responsabilidade de desculpar-se e fazer reparações é muito importante. Você o está ajudando a estabelecer limites entre desejos e realidade. Então, dentro dos limites seguros e aceitáveis impostos pela consciência em desenvolvimento da criança e as respostas consistentes de seus pais, o mundo do pensamento mágico ainda pode ser um lugar maravilhoso a explorar.
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